A partir do uso de câmaras intradiegéticas de plataformas livestream presentes nos filmes Spree (2020), de Eugene Kotlyarenko, e Cam (2018), de Daniel Goldhaber, este ensaio procura refletir sobre a noção de duplo digital. Este duplo digital obedece não apenas a uma forma consciente de auto-vigilância, como pode ser também uma maneira de capitalizar essa versão no contexto de uma economia da atenção. Artigo →
Author: Carlos Natálio
Professor na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, e investigador contratado do CITAR – Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes. É licenciado em Cinema (ESTC), em Direito (FDL) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. É membro fundador e editor do site cinéfilo À pala de Walsh onde escreve regularmente na área da crítica de cinema e cultura contemporânea. Trabalha também na área da programação, tendo integrando entre 2018 e 2025, a equipa de programadores do Festival IndieLisboa. Em 2022, a convite do Batalha Centro de Cinema, ajudou a conceber a programação da edição inaugural do Programa Escolas desta instituição, tendo desde então colaborado em outras propostas de programação. Tem escrito extensamente em áreas como o cinema e educação, cinema contemporâneo, filosofia do cinema e cinema português. É autor de diversos materiais pedagógicos no âmbito da Educação para o Cinema, designadamente cadernos pedagógicos sobre filmes de Pedro Costa, Manoel de Oliveira, Yasujirō Ozu, João Salaviza, António Pedro Vasconcelos, entre outros.
Os duplos digitais de “Spree” (2020) de Eugene Kotlyarenko e “Cam” (2018) de Daniel Goldhaber, Parte I
A partir do uso de câmaras intradiegéticas de plataformas livestream presentes nos filmes Spree (2020), de Eugene Kotlyarenko, e Cam (2018), de Daniel Goldhaber, este ensaio procura refletir sobre a noção de duplo digital. Tendo por base a leitura crítica das obras Doppelgänger: A Trip into the Mirror World (2023), de Naomi Klein, e A Sociedade da Transparência (2014), de Byung-Chul Han, propõe-se pensar a ideia de duplo digital a partir de uma necessidade de criação individual de uma versão ideal e partilhável de si mesmo. Artigo →
Da disrupção à contribuição: o pensamento espiral de Bernard Stiegler
Ao percorrer várias obras de Bernard Stiegler, este artigo apresenta uma reflexão crítica sobre a técnica na contemporaneidade, desenvolvendo a noção de espiral como conceito principal. Artigo →
«The New Cinephilia», de Girish Shambu: A Cinefilia em Estado de Movimento
Catherine Grant, a Guardiã da Cinefilia Digital
Catherine Grant estudou Línguas Modernas e Literaturas (francesa e espanhola) na Universidade de Leeds (1982-1986) e fez um doutoramento nessa mesma faculdade sobre autoria e feminismo na ficção mexicana (1987-1991). Em 1991, foi professora na Universidade de Strathclyde em Glasgow e em 1998 fez um pós-doutoramento em Film Studies na Universidade de Kent. Artigo →
Editorial
O cinema nasceu na passagem para o século XX e por isso foi caracterizado como uma arte que concretizava parte dos anseios, mecanização e velocidade modernas. A observação da sua evolução — desde as primeiras experiências de captação de imagens em movimento, a constituição primitiva de uma linguagem cinematográfica, a que se seguiu um período clássico e moderno — fez com que se apelidasse a sétima arte como um fenómeno de rápida evolução, sobretudo se comparável com a lentidão milenar do teatro, da música ou da pintura. Artigo →

